Selma Uamusse

Selma Uamusse

Selma Uamusse nasceu em 1981 em Moçambique, mudando-se para Portugal com apenas sete anos, em 1988. Desde jovem, demonstrou uma paixão intensa pela música, começando sua carreira profissional ainda na adolescência. A sua formação musical incluiu estudos no prestigiado Hot Clube de Portugal, onde aprimorou suas habilidades vocais e técnicas.

Carreira e Versatilidade Artística

A carreira de Selma é marcada pela versatilidade e pela capacidade de transitar por diversos gêneros musicais. Desde o rock com a banda WrayGunn até o afrobeat com Cacique’97, passando pelo gospel com Gospel Collective e Gospel Sisters, além de incursões pelo soul e jazz ao lado de nomes como Rodrigo Leão e em tributos a Nina Simone e Miriam Makeba. Esta diversidade não apenas destaca seu talento vocal, mas também sua habilidade performativa e seu compromisso com o poder transformador da música.

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Projetos Pessoais e Colaborações

No âmbito pessoal, Selma Uamusse criou e liderou vários projetos, incluindo Souldivers, Selma Uamusse Nu Jazz Ensemble e o Tribute to Nina Simone. Nestes projetos, colaborou com artistas renomados como Ana Bacalhau, Rita Redshoes, Márcia, The Legendary Tigerman, Luísa Sobral e Elisa Rodrigues. A sua participação em álbuns e concertos de outros artistas, como Samuel Úria e Moullinex, solidificou ainda mais a sua presença na cena musical portuguesa.

Incursões em Outras Artes

Além da música, Selma expandiu seu talento para o teatro, participando de peças como “Ruínas” e “Passa-Porte”, e para o cinema, com atuações em “Cabaret Maxime” e “Fogo”. No campo das artes visuais, colaborou em uma instalação de Ângela Ferreira, mostrando sua versatilidade artística e a profundidade de seu talento criativo.

Exploração das Raízes Moçambicanas

Nos seus projetos solo, Selma mergulha nas raízes culturais de Moçambique, integrando ritmos e línguas nativas moçambicanas com instrumentos tradicionais como timbila e mbira, e combinando-os com elementos eletrônicos e outras influências musicais. Essa fusão é evidente em seu álbum de estreia “Mati” (2018), que significa “água” em Changana. O álbum foi aclamado pela crítica e levado a palcos nacionais e internacionais renomados, como Rock in Rio, Vodafone Mexefest e NY SummerStage em Central Park.

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Álbuns e Reconhecimento

O seu segundo álbum, “Liwoningo” (2020), que significa “luz” em Chope, reforça sua conexão com a herança africana, sendo produzido por Guilherme Kastrup, vencedor do Grammy. Este trabalho continua a mesclar tradições folclóricas com influências modernas, explorando estilos que vão do rock ao afrobeat, sempre com um forte elemento rítmico africano.

Visão e Impacto

Selma Uamusse não é apenas uma cantora; ela é uma mensageira de harmonia e esperança. Sua música serve como um manifesto por uma sociedade mais livre e amorosa, utilizando sua plataforma para promover a transformação social e política através da arte.

Selma Uamusse continua a inspirar e a encantar audiências ao redor do mundo, com uma carreira que reflete tanto suas raízes moçambicanas quanto suas experiências globais, criando uma ponte cultural e espiritual entre continentes.